Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007

Igreja Românica de Nª Srª da Azinheira

Mestre Virgílio Correia considera-o como “…o mais interessante monumento românico do extremo norte do país”.
 
A Igreja Nª Srª da Azinheira situa-se à entrada de Outeiro Seco, localidade que dista 3 km de Chaves.
É considerada uma das obras de arte mais notáveis do românico transmontano.
Foi classificada de Imóvel de Interesse Público, através do Dec. Lei nº 28536 de 22.03.1938.
Neste monumento destacam-se os principais aspectos artísticos: Porta principal, porta lateral, cachorrada, fresta da Capela-mor, cruzes; no interior a Pia Batismal, quadros pintados e pinturas murais a fresco e no exterior tampas tumulares.
 
Realiza-se todos os anos, no dia 8 de Setembro uma festa em honra de Nª Srª da Azinheira, considerada uma das maiores romarias do concelho de Chaves, famosa pela procissão, bandas musicais sendo o arraial muito concorrido e famoso pelo seu foguetório.
 
Para uma mais completo conhecimento consultar: Monumentos e esculturas de Virgílio Correia, Boletim 112 da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, Dicionário de História de Portugal , direcção de Joel Serrão, guia de Portugal e revista “Outeiro Seco” nov.1990.
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Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2007

O Entrudo

Longe vão os tempos em que passado o Natal, o Tio Ranheta, com o seu ar sério, dizia junto ao cruzeiro que já tinha na “loje” sete caretos, vindos da Galiza. Para os alimentar uma fornada de pão não lhe chegava para três dias e uma pá do reco já tinha marchado. Um chamava-se, arrasa montanhas, outro o papa léguas, o da gadanha, eu sei lá. Os garotos de Outeiro Seco que ouviam, viviam temerosos uns, ansiosos outros pela chegada do Entrudo.
 Começava logo no domingo magro, com o desfile das “madames”, contando com a participação de jovens caretos e distribuição de forretes e farinha. Mas tudo se resguardava para o fim de semana seguinte, o domingo gordo.
Chegado esse dia, mantinha-se a tradição do típico almoço da época, o paloio ou a bexiga, alternando estes, entre o domingo e a terça-feira, mais a orelheira e pé fumado, acompanhados de batatas e grelos, menu que noutras terras se chama o cozido à portuguesa. Terminado o repasto toda a população ia para a rua. Tudo isto é, os rapazes, porque as raparigas, apesar de não quererem perder pitada, posicionavam-se estrategicamente, bem cedo, em varandas implantadas ao longo da rua central.
Ainda sem a digestão feita, lá vinham os caretos, sempre vestidos com trajes femininos, disfarçados com caretas compradas na cidade, na loja Plastic, mais conhecida por “caretas”, outras feitas com pele de coelho seca e um sarrão na mão. Os caretos corriam atrás dos jovens evitando de levarem com o pesado sarrão. Em simultâneo desfilavam as “madames” quase sempre homens, vestidos de mulher com a cara tapada, ficando sempre o suspense, quem eram os mascarados. Havia todos os anos figuras reincidentes, como o homem das formigas, papel desempenhado pelo Sr. Mário Ferreiro, a venda do queijo, que consistia em propagandear a venda do queijo, mostrando-se depois o produto, que era, nem mais nem menos, o traseiro de um voluntário mais descarado. Caminhando para o fim da tarde, vinha então a parte mais lúdica, a cargo do Lépido Ferrador e do Roxo (meu pai) que durante anos animaram os Entrudos da minha infância. Ficaram célebres os números da Fábrica de Pentes, que consistia num grupo numeroso de miúdos que faziam vários movimentos descoordenados dando ideia de uma linha de montagem ou as famosas Meias Baiona. “Comprem senhoras as meias Baiona que chegam da ponta dos pés até à Cooooomprem senhoras comprem.” 
Com o decorrer dos anos perdeu-se a terminologia do Entrudo e passou a designar-se por Carnaval. Em Outeiro Seco a Casa de Cultura, foi ainda responsável pela realização de alguns corsos. Após o desfile pela aldeia, o corso percorria as principais artérias da cidade que, não havendo tradição do carnaval, animou-a durante alguns anos, tendo terminado devido à desmotivação da organização e alguns ovos atingirem os participantes, registando-se mesmo alguma troca de “mimos”.
Hoje o Carnaval em Outeiro Seco tal como na cidade, à excepção do desfile das crianças das escolas, é uma sensaboria, nada se passa, vale o facto de haver futebol, ou então ir até Verin para ver passar o ainda, Entroido.
Nuno Santos
(postal de Lisboa)
 
 
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

A justificação do lugar onde, hoje, é bom viver

De Outeiro Seco, dito o nome, haveria de supor-se que tudo o mais, gentes, terras e o viver que nelas se faz, estaria contido, se não na geográfica expressão, ao menos na imagem árida que dela se desprende. Pois que um outeiro é, em geral, lugar de poucas frescuras e, no caso presente, o seco, na redundância em que se comprazem certos adjectivos, outra coisa não faz que esboroar o tímido esboço de uma visão bucólica, que de uma aldeia se trata afinal, que mais seria de pedir aos olhos da alma que vissem num sítio de nome assim agreste? Mas manda a verdade que se diga, e escreva, que não de um mas de vários outeiros se compõe e desenha a terra, e quanto ao seco, se há lugares nela onde a água não deixou memória, outros há que ressumam frescura, leiras de chão macio, deitadas, bebendo no Tâmega como vacas em bebedouro. Nuns e noutros é ver um povo de homens e os bichos, mourejando a par, numa persistência que, não sendo já destes tempos, parece reger-se por ritmos de eternidade.
 
In livro “crescem pães pelos outeiros”, Herculano Pombo e Altino Rio

 

sinto-me: bem, por viver em Outeiro Seco
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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

Outeiro Seco e as suas origens

- Aqui nasceu Outeiro Seco
Aceite esta mensagem, ao visitante de Santa Ana apetece-me dizer-lhe como Jeová a Moisés: “ Descalça as sandálias dos teus pés porque o terreno que pisas é sagrado.” É que, já dentro da muralha exterior do Castro de Santa Ana, lá está ainda, embora mutilado, o maciço de penedia com marcas visíveis de degraus para a subida ao altar rupestre. Lá, nesse altar de pedra, nessas lajes sacralizadas, almas primitivas a que chamaram pagãs, comunicaram com o mundo dos seus deuses.
Também aí, mais tarde, almas cristãs resguardaram o mesmo recinto sagrado por quatro paredes cobertas, operando um culto de substituição - um altar cristão substitui um altar pagão.
* texto da autoria do Professor Manuel José Carvalho Martins, escrito na revista “Outeiro Seco”, Novembro de 1990
 
 
sinto-me: feliz pelo primeiro post
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