Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011

Viva a República

Hoje, é o primeiro ano depois do centenário da República, implantada no dia 5 de Outubro de 1910. É uma efeméride que se comemora em todo o país, apesar de passados todos estes anos, ainda haja quem deseje o regresso da monarquia. Bem sabemos que os regimes monárquicos de agora, já não são os regimes oligárquicos de outrora, em que a família real detinha todo o poder, agora as monarquias modernas submetem-se em termos da gestão da vida política, aos regimes parlamentares, mantendo apenas a sua sucessão a ser por descendência.

E é a questão da sucessão, que origina em muitos países a rejeição da monarquia. Porque nos regimes republicanos, é o povo quem escolhe o seu presidente, ainda que isso valha o que vale, como se tem visto ultimamente, mas isso é uma das premissas da democracia, e por isso, é que há o princípio da alternância.

A cidade de Chaves teve como é conhecido, uma grande importância na implantação ou antes, na consolidação da República, ao ponto de ter ganho na capital uma avenida com o seu nome, precisamente em homenagem a esse feito no ano de 1912.

Durante o ano de 2010 houve uma exposição itinerante, designada Viva a República, a qual se se prolongou por 2011, a qual percorreu praticamente todo o país, estando inclusive em Boticas entre os dias 13 a 15 de Junho de 2011. Curiosamente Chaves, pese embora a importância que teve na sua consolidação, não só porque travou aqui a tentativa da restauração da monarquia, perpetrada por Paiva Couceiro, mais ainda, porque teve ilustres figuras flavienses que deram a vida pela República, entre os quais o Dr. António Granjo, recentemente evocado em livro pelo Dr. Júlio Montalvão Machado, estranhamente não recebeu esta exposição.

De qualquer forma hoje somos todos republicanos e por isso dizemos – Viva a República.

Nuno Santos           

publicado por outeiroseco às 13:17
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Domingo, 2 de Outubro de 2011

O Linho das Olgas

 
 

Fotos de Nuno Santos

 

Pese embora a maioria de nós conheça o linho, apenas como uma peça de tecido, utilizado no vestuário, ou como peça de enxoval, nomeadamente em lençóis e toalhas. O linho tem outras aplicações e começou a cultivar-se no Egipto, segundo reza a história desde há 2.500 anos A.C.(Antes de Cristo).

O velho testamento faz várias referências ao linho, sendo uma delas a que a túnica utilizada por Jesus Cristo era de linho sem costuras.

Actualmente o linho produz-se quase exclusivamente na Europa, mais propriamente nos Países Baixos como a Bélgica e a Holanda, sendo considerado o melhor de todos, o produzido na Bélgica, na região do rio Lys, um nome amaldiçoado para os portugueses que perderam nessa região 7.500 homens, durante a 1ª Grande Guerra.

Em Portugal ainda que em menor escala, também se produzia linho. Até finais da década de cinquenta, em Outeiro Seco foram várias as famílias que se dedicaram à sua produção, a família Pispalhas foi talvez das últimas que o produziu, de tal forma que muitos de nós ainda se recordará de ter visto a Sra. Leopoldina e a filha a tia Maria a colocá-lo em molhinhos a secar, nas lameiras dos Pelâmes.  

Depois do seu corte o linho em estado vegetal, passa por um longo processo até que se torne em fio ou tecido. Não vou aqui falar exaustivamente dessas várias fases, mas resumidamente direi que, tem de ser: Ripado, Macerado, Triturado, Espadelado ou Cardado, Assedado, Fiado, um sem fim de tarefas que, nos países de grande produção estes processos são feitos de forma mecânica, mas que antigamente na nossa aldeia, estes processos eram feitos de forma artesanal, e basicamente realizados por mulheres. A tia Maria Pispalhas que o conte pois foi das últimas pessoas da nossa terra a ter contacto com a exploração do linho.

Tudo isto para dizer que, quem não conhece o linho na sua forma vegetal, pode ir conhecê-lo no lugar das Olgas, que fica no Papeiro, onde o Dr. Costa fez uma plantação, apenas para mostra aos mais novos como se produz o linho na forma vegetal.

É evidente que do ponto de vista cultural seria interessante agora alguém aproveitasse o linho tal como agora está e mostrasse às gerações mais novas todo o processo até o linho se tornar no têxtil que se extraído seu caule ou no produto químico que se extrai da sua semente a linhaça e que é utilizada como fármaco e cosmético.

 

 

Comi canja de galinha

Duas papas de linhaça

Dois escabeches de beldroegas

Regados com boa vinhaça.

 

Nuno Afonso dos Santos

sinto-me:
publicado por outeiroseco às 14:02
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