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Drepressão - Crónica de Mara Xavier

outeiroseco, 17.02.11

Dezembro e Janeiro foram, no nosso Cantinho, dois meses de pausa no que à Saúde diz respeito. Primeiro porque Dezembro é um mês preenchido quase na totalidade pelo espírito natalício, e achamos que tratar de temas de Saúde / Doença não seria oportuno. Janeiro, o mês do recomeço, e tudo o que isso implica. Mas cá estamos novamente, e desta vez com um tema proposto por uma pessoa amiga, que nos acompanha diariamente.

 

DEPRESSÃO

 

Quantas vezes já ouviram a alguém próximo a expressão “hoje estou deprimido”? Pois bem, “deprimido” não será a palavra mais adequada, pois a depressão é uma condição / doença que se expande muito além da tristeza momentânea ou passageira, com repercussões pessoais e sociais sérias, que atinge não apenas o indivíduo que dela padece, mas todos aqueles que se encontram à sua volta.

(Imagem extraída do site www.adepressaodoi.pt)

 

 

Não há um quadro típico de sintomas de depressão. Para além dos sintomas variarem de pessoa para pessoa, podem atingir praticamente qualquer parte do corpo, não se cingindo à típica tristeza ou falta de energia, podendo manifestar-se de formas tão diversas que pode parecer qualquer outra doença, menos depressão. As dores (de cabeça, costas, ombros, etc.) são frequentes, e muitas vezes são elas que levam o doente a recorrer ao seu médico assistente, pois “não aliviam com nada”.


TRÍADE COGNITIVA

Visão pessimista do futuro, de si próprio e do mundo.


A depressão é uma doença cuja origem não está bem definida até ao momento, pensa-se ter na sua génese não apenas factores ambientais como também um forte componente genético, e o mecanismo envolve, segundo a literatura, a diminuição de substâncias neurotransmissoras que existem no cérebro e que são responsáveis pela comunicação entre as células do mesmo.

 

 

Mas existem factores de risco / factores predisponentes? Existem, e são diversos, tal como o é a diversidade humana, e a reacção de cada indivíduo face a um acontecimento particular e adverso na sua vida. Assim, alguns exemplos:

  • Episódios de depressão no passado

  • História familiar de depressão

  • Género feminino adolescência, no primeiro ano após o parto, menopausa e pós-menopausa

  • Doenças crónicas - coração, hipertensão, asma, diabetes, história de tromboses, artroses e outras doenças reumáticas, SIDA, fibromialgia, cancro e outras doenças

  • Tendência para ansiedade e pânico

  • Dependência de substâncias químicas (drogas) e álcool

  • Perdas significativas: afectivas, laborais, económicas, etc.

  • Familiar portador de doença grave e crónica

  • Profissões geradoras de stress ou em circunstâncias de vida que causem stress

  • Idosos

É fundamental que a pessoa com depressão reconheça a sua doença, fale com os seus familiares e amigos sobre a mesma, peça ajuda médica, e encare a sua condição não com vergonha, mas com ânimo e coragem, pois é uma doença que tem tratamento.

 

Aos familiares e amigos – não censurem, saibam escutar, saibam estar presentes, saibam ajudar, saibam como procurar essa ajuda e como acompanhar a pessoa doente.

    Mara Xavier

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