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Outeiro Seco, Tradição e Modernidade

Aldeia transmontana

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Vindimas em Outeiro Seco

outeiroseco, 26.09.11
 

Outeiro Seco tal como foi descrito no recente livro “Retrato Social de Outeiro Seco no Século XX”, sofreu nas últimas décadas uma grande transformação social, fazendo com que a maioria da sua população activa deixasse de ser rural, para exercer durante a semana outras actividades, ligadas aos serviços. Essa transformação acrescida ao envelhecimento do extracto da população que se dedicava exclusivamente à agricultura, obriga a que seja basicamente aos fins-de-semana, quando se realizam essas actividades agrícolas, em especial aquelas que requerem muita mão-de-obra, como as vindimas.

Por via disso as vindimas deste ano que, do ponto de vista da sua produção até foram bastante positivas, ocorreram basicamente nos sábados de 17 e 24 de Setembro, dificultando deste modo o espírito de comunidade, porque ao vindimar todos no mesmo dia, não há o dom da ubiquidade para estar presente em mais de uma vindima, pese embora o gosto e a vontade para isso.

Neste ano a o ciclo da natureza adiantou-se quase um mês, devido à Primavera precoce que tivemos, assim as vindimas que na maioria dos anos ocorriam apenas durante o mês de Outubro, foram todas em Setembro. Tiveram maior proveito os que vindimaram na primeira quinzena, pois há castas como os bastardos que pouco vão produzir no lagar, já secos por excesso de maturação.

O facto de as vindimas estarem já realizadas, ainda que falte a segunda parte desta tarefa, masque é um processo mais individual, como o de trabalhar o vinho no lagar, ou seja, baixar a cortiça e depois a incubada, faz com que a comunidade esteja também mais disponível, para se divertir no S. Miguel e que é já na próxima quinta-feira, dia 29 de Setembro.

Mais uma vez eu gostaria de ter o dom da ubiquidade, porque assim poderia estar no S. Miguel e em Alvalade, a assistir ao Sporting - Lázio de Roma. Como não tenho esse dom, ficarei pela segunda opção ainda que parte de mim esteja nos. Miguel.

Um bom S. Miguel para todos,

Nuno Afonso dos Santos

           

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