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Outeiro Seco, Tradição e Modernidade

Aldeia transmontana

Outeiro Seco, Tradição e Modernidade

Aldeia transmontana

Encontro de Transmontanos no Alentejo

outeiroseco, 16.01.12
 
  

As migrações são movimentos de pessoas de um lugar para outro, podendo ser dentro do país ou para o estrangeiro. Apesar de sempre terem existido migrações, elas são agora mais frequentes, desde logo, pela maior facilidade de deslocação.

Há vários tipos de migrações; económica, social, política, ambiental e outras. Em Portugal já houve um tempo, em que algumas pessoas foram obrigadas a emigrar por razões políticas, mas de uma maneira geral, a principal razão da migração é económica.

Por isso é que há transmontanos espalhados por toda a diáspora, e até mesmo no Alentejo, pese embora o Alentejo seja também uma região, que pela falta de empregos locais obriga os seus naturais a migrar, basta ver que quase toda a margem sul de Lisboa tem aí a sua origem, quem não conhece aquela canção.

E depois ao chegar ao Barreiro,

Embarquei no vapor que passa o Tejo,

Chora por mim que eu, choro por ti,

Já deixei o Alentejo

Mas a nossa terra é onde nascemos, ainda que também nos sintamos bem na terra de acolhimento, o chamamento da terra, faz com que vários transmontanos de várias idades e diversas profissões, migrados no Alentejo, se reúnam uma ou duas vezes por ano, em encontros de convívio, partilhando recordações do passado nas suas terras de origem, mas também experiências das suas novas vidas.

Neste sábado dia 14 de Janeiro, decorreu mais um desses encontros, tendo o meu irmão Diamantino feito parte da comissão organizadora. O encontro decorreu em Vila Nova de S. Bento, onde ele reside, numas belas instalações cedidas pela Junta de freguesia local.

Eu e a Celeste tivemos o privilégio de estar presentes, tendo vivido uma experiência interessantíssima. Conhecemos um casal natural de Vinhais que vivem actualmente em Ferreira do Alentejo, que por sua vez, conheciam outras pessoas nossas amigas em Lisboa, e até nossos conterrâneos como José Carlos primo da Celeste e a sua mulher Emília, que viveram em Ferreira do Alentejo, antes de regressarem a Outeiro Seco.  

Conhecemos também flavienses de Faiões, Valdanta e de outras localidades como de Vimioso, Macedo de Cavaleiros, etc., que aqui moram e ganham a sua subsistência, mas com o coração em Trás-os-Montes, como o coronel Tété Pereira de Vilarandelo, que em Beja é um dos maiores produtores nacionais de noz, mas que fala de Chaves como nunca de lá tivesse saído.

O próximo encontro ficou já agendado para o dia 26 de Maio, desta vez na barragem de Odivelas perto de Ferreira do Alentejo, onde esperamos estar e ter a oportunidade de conhecer mais transmontanos, e onde gostariamos de rever o nosso conterrâneo José Fernando, que mora em Baleizão.

Nuno Santos

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