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Outeiro Seco, Tradição e Modernidade

Aldeia transmontana

Outeiro Seco, Tradição e Modernidade

Aldeia transmontana

Casas com história

outeiroseco, 13.08.12
 
  

Há dias dedicou-se um post a Maria Ilhoca que, foi uma das últimas moradoras de um dos quatro casebres, que, se situam em frente da igreja. E se agora lhe chamamos palheiros porque se destinam a guardar, lenhas, fenos, batatas ou outros bens agrícolas, o certo é que já serviram de habitação, e por aí se pode aquilatar, a evolução da melhoria das condições de vida, da nossa população.

Actualmente, as duas primeiras pertencem à tia Bia. A terceira a Manuel Garcia Torres, e a quarta a Isabel Machado.

No início do século XX na primeira dessas casas, que, não era a que foi publicada na foto, viveu então a Maria Ilhoca, na segunda casa, essa sim a retratada no post, viveu a Maria Pita, sendo a que traz mais memória à população, por causa de ali ter funcionado uma taberna, e depois uma oficina de latoaria, e de sapateiro.

Segue-se a casa da Vilar, desconhecendo-se a origem do nome, tem por cima do umbral, a data do ano de 1791, por isso os seus habitantes, viram ou talvez sentiram bem trancados dentro de casa, o rufo dos tambores das tropas francesas, que ao som da Marselhesa, e sob o comando do General Soult, por ali passaram com destino a Chaves, no dia 10 de Março de 1809, quando o General Silveira comandante da praça,  e recentemente homenageado como herói, já tinha batido em retirada, para o monte de Santa Bárbara, em S. Pedro de Agostém.

Por fim segue-se a Casa do João Quintas, um velho lunático que, vivia sozinho e a quem a juventude daquele tempo pregava uma série de patifarias.

E dizemos lunático, porque o João Quintas, era uma espécie de Júlio Verne. Viveu muito à frente do seu tempo. Apesar da 1ª travessia do Atlântico através do Gago Coutinho e Sacadura Cabral, só ter ocorrido no ano de 1922, o João Quintas nos seus devaneios, fazia viagens no seu avião imaginário, até ao quinto céu. Sendo ainda hoje muito vulgar ouvi dizer aos velhos que, vão viajar “no avião do João Quintas”.

Outra coisa que me intriga é a construção destes quatro casebres, em frente da igreja! Seriam para albergar os operários que, construíram ou reconstruiram a igreja? Ou serviam de albergue aos caminheiros, com destino a S. Tiago de Compostela.

Responda quem souber, mas talvez o nosso amigo João Jacinto, também ele um interessado na história da nossa aldeia nos possa elucidar da origem destas casas que a mim sempre me intrigaram, sobretudo pela sua localização.

Nuno Santos

3 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Nuno Santos 13.08.2012

    Olá João jacinto,
    Obrigado pela tua troca de informações, pois fiquei a conhecer a origem do meu Bairro, o qual tem muito a ver com a minha família. O meu avô Eurico até ao registo do seu casamento assinava-se como Eurico Penedo, só após o casamento alterou o nome para, Eurico Rodrigues Afonso. O meu avô nasceu na casa, onde agora vive o Carlos e a Fernanda, no Bairro do Penedo.
    Quanto ao machado de pedra de que falas, efectivamente foi descoberto no Carneiro da família Ferreira Dias. Eu já tive o privilégio de o ter na mão, ou não foste tu próprio que no lo mostrou, uma vez no Museu Municipal?
    Um abraço,
    Nuno Santos
  • Sem imagem de perfil

    joaojacinto 13.08.2012

    Caro amigo deves estar muito confuso quanto ao machado eu apenas o vi em foto e nada mais, mas devo-te dizer, tambem em Bustelo se encontram pessoas com o apelido de Penedo, muitos das vezes era utilizado a alcunha, para se distinguir as familias, pois muitas tinham o mesmo nome e apelido, a muitos era ate utilizado o nome da aldeia donde vinham, o caso Ervões, Celeiros , e essa alcunha aparece inclusive nos livros de registo etc, joaojacinto
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