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Outeiro Seco, Tradição e Modernidade

Aldeia transmontana

Outeiro Seco, Tradição e Modernidade

Aldeia transmontana

Biblioteca Itinerante

outeiroseco, 23.10.13

“A opção inicial por bibliotecas itinerantes foi motivada sobretudo pelo facto de grande parte das populações não terem tido antes contacto com este tipo de serviço, tornando-se essencial que a biblioteca se deslocasse até elas. O cerne deste serviço era o leitor e as suas efectivas necessidades, desde a falta de tempos livres à escassez de meios de deslocação. Por outro lado, devido ao valor material do livro, este era acessível, na época, apenas às classes mais favorecidas. Com os veículos móveis era possível chegar ao Portugal das aldeias e dos pequenos lugarejos de habitações dispersas. Este serviço era em muitos casos o único contacto com os livros que se possibilitava a um elevado número de populações. Não disponibilizava apenas leitura lúdica (embora esta fosse a mais saliente) mas também leitura informativa e formativa, abarcando o maior número de temáticas possíveis e incluindo manuais de estudo oficiais. A escolha do fundo documental obedecia a critérios definidos por uma comissão e era publicado num catálogo actualizado regulamente. No acervo das obras disponíveis iam-se incluindo mesmo, embora lentamente e de forma reservada, algumas obras não muito do agrado dos dirigentes políticos do Estado Novo. A princípio, em 1958, foram colocadas em circulação 15 bibliotecas itinerantes (sobretudo na região de Lisboa e litoral), mas o seu crescimento inicial foi deveras acentuado, sendo que em 1961 já circulavam pelo país (estendendo-se ao interior) 47 veículos da marca Citroen. O pessoal que assegurava o funcionamento destas unidades móveis, era constituído por dois elementos: o auxiliar e o encarregado, este último responsável pela biblioteca, a quem competia orientar o leitor nas suas escolhas de leitura. A partir do início da década de 70 o projecto Serviço de Bibliotecas Itinerantes vê a sua sustentação fragilizada no seio da Gulbenkian, pois esta pretendia que as despesas (bastante elevadas e com um 'retorno' algo dúbio) fossem repartidas com o poder central e local. A 20 de Fevereiro de 1974 chegou mesmo a haver uma reunião onde se discutiu a extinção do serviço.” Extraído da Wikipédia
Outeiro Seco também teve o privilégio de ter esse serviço que parava no largo em frente à taberna do meu pai. O encarregado e o auxiliar foram, durante muito tempo, o Sr Carvalho e o Sr Abílio.

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